quinta-feira, 29 de julho de 2010

... à vida





É isto o que quero da vida. Observar que as folhas que caem não deixam de ser belas. Entender que tudo se transforma e se renova no mesmo ser sem que ele mude a essência do que é. É isso o que quero da vida: a simplicidade do que é momento e a complexa perfeição do que jamais será modificado.


D.

Do salto eu não desço mais...





Ainda que oscilando entre a criança ingênua e suas brincadeiras cheias de pureza feito querer mostrar ao mundo a liberdade que se sente ao soltar uma pipa e entre uma mulher que já carrega nos ombros grandes responsabilidades e o peso de ser quem se é, ela agora para.

Ainda que deslumbrada diante de um mundo cheio de novidades, informações e palavras, ainda que escreva textos longos e densos sobre o amor, que passe horas falando e contando histórias, ainda que devaneie sobre o futuro incerto que a rodeia e enche sua cabecinha de menina mulher de dúvidas, ela sabe bem o que quer.

Sim, ela sabe bem o que quer. O que quer a menina... e o que quer a mulher.

A menina talvez mostre só o abraço apertado meio destrambelhado, no meio do estacionamento. A mulher apenas não se conteve de tanta saudade que sabe que irá sentir e se escondeu no abraço.

Usar salto alto e vestir uma roupa formal para andar em um mundo adulto ao qual acaba de se enxergar não é tão fácil... desequilibra muitoo para o lado criança até aprender. É bem mais fácil usar o tênis all star dourado no pé e ir por aí.

Menina ou não, hoje ela entendeu muito bem o recado do destino.


Küsse
D.