O ser humano está perecível.
A coragem já não é a mesma. É ataque, fúria. Culpa e vingança.
A inteligência tornou-se sarcasmo, ironia, prepotência.
O trabalho brincadeira, status, ego exaltado, o avesso do orgulho.
As palavras, maldições.
As ações... as ações viraram dúvidas e arrependimento.
A liberdade.
A liberdade continua aprisionando aos milhões.
Quem somos nós que já não guardamos aquela música especial para alguém especial e a distribuímos por aí por tudo que nos apaixonamos repentinamente. Pq nos apaixonamos tanto e por tudo o tempo todo hoje? Que não reconhecemos nossas próprias palavras atrás da tela do computador. Que nos satisfazemos à qualquer custo sem nos reconhecer.
Quem somos nós que nos dirigimos ao próximo obrigando retorno. Que insistimos no retorno e por isso nos tornamos agressivos com o mero intuito de quebrar o equilíbrio alheio agredindo por respostas banais. PELA RESPOSTA.... letrinhas meu bem! Não importa quais sejam!
Quem somos nós que nos orgulhamos por tudo, que perdemos a peneira dos valores e colocamos tudo o que acontece na mesma prateleira.
Vc sabe sentir? O que vc está sentindo agora? Quem é vc que se permitiu sentir isso agora. Vc sabe? Vc sabe quem é o outro à quem vc se dirige? Vc sabe o quanto enriquecedor ele é para vc? Vc tem motivos plausíveis para perturbar o equilíbrio do outro?
Sabe, observo um enorme cansaço individual gerado por ações individuais. Não sabemos mais sentir o outro. Agimos por nós, criamos expectativas por nós. Enquanto quisermos tocar o equilíbrio do outro para levar algo nosso até ele e e continuarmos a agir inteiramente por nossas próprias satisfações, seremos eternamente insatisfeitos e criaremos distúrbios desarmônicos que nos causam ira, raiva, frustração a ponto de agredí-lo.
Enquanto carregarmos feridas e complexas vivências mal resolvidas, continuaremos a apodrecer.
Precisamos ser duráveis em nossas ações e palavras, ainda que os frutos e o reconhecimento levem tempo. Em qualquer lugar, constantes.
Com a internet, nos acostumamos ao caos de informações e respostas precisas rápidas. Quando a resposta não acontece, mudamos o enunciado, quantas vezes for preciso nos perdendo no sentido inicial. Somos senhores do nosso conhecimento através do Google. Entendemos tudo e nos informamos sobre tudo em questão de segundos. Útil e só. E não deveria ser mais do que pontes. Mas esquecemos de sentir as pessoas... sentimos energia elétrica corrente, e nos esquecemos da vibração harmônica, do sangue pulsante do outro lado. Estamos perdendo a sensibilidade e isso é inaceitável. Consideração.
Robôs não são perecíveis...
Éramos, portanto, controláveis antes ou agora?
Se a liberdade de mudar sempre foi favorável... se tudo muda o tempo todo...
Qual é então o valor se não há constância?
Há parâmetro?
Há paradeiro?
p.s: o dia que criarem o Google Emocional eu me calo... Quero ver.
D.